A VIRADA CULTURAL NÃO PODE ACABAR!

Desde 2005, nós paulistanos temos experimentado uma nova forma de viver a cidade. Em 12 anos de Virada Cultural, centenas de palcos tomaram o centro da cidade e democratizaram o acesso à obra de milhares de artistas. Mas o grande palco sempre foi a rua. E a ocupação do espaço público e o convívio entre nós cidadãos, o verdadeiro sentido.

Não se trata de pão e circo como parece pensar o futuro prefeito de SP, que pretende tirá-la do centro da cidade e levá-la ao autódromo de Interlagos. Direcionar os grandes palcos do evento para um espaço fechado com capacidade para 80 mil pessoas na Zona Sul é descaracterizar o que já faz parte da identidade da nossa cidade.

Para proteger o evento, tal como o conhecemos, a Minha Sampa irá entregar essa petição ao futuro prefeito João Doria, para que a Virada seja realizada no centro e ao Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) pedindo o tombamento da Virada Cultural como um patrimônio cultural imaterial da cidade de São Paulo.

Se milhares de pessoas assinarem conseguiremos convencer o conselho a garantir que o evento continue existindo com as mesmas características independente da vontade deste ou daquele político. Assine já, antes que o novo prefeito tome posse!



ASSINE PARA QUE A VIRADA CULTURAL CONTINUE EXISTINDO:

4419 pessoas não querem que a Virada Cultural seja confinada.
Por que a Virada Cultural deve ocorrer
no Centro Histórico de SP?
      
QUEREMOS QUE A VIRADA CULTURAL SEJA TOMBADA!
A origem da Virada Cultural está intimamente vinculada à necessidade de revitalização do Centro Histórico de São Paulo. Queremos o tombamento da Virada Cultural como Patrimônio Histórico Imaterial de São Paulo. Assim, nenhum político poderá atentar contra a identidade e essência do evento como Doria está prometendo fazer. Entenda ao lado o nosso posicionamento:
A Virada Cultural já existe há 12 anos e ao longo da sua existência já produziu uma nova tradição na cidade. Com isso, novas práticas culturais e sociais surgiram e o evento tornou-se um patrimônio da cidade de São Paulo. Dessa forma, não é exagero dizer que a Virada Cultural possui uma forte relação com a identidade dos cidadãos e do Centro Histórico da capital paulista.

Além disso, a virada já virou uma prática entre milhares de artistas que enxergam no evento uma oportunidade de mostrar o seu trabalho, ganhar notoriedade e ainda serem remunerados. É portanto um evento de incentivo à cultura na cidade de São Paulo, que ganhou enormes proporções nos últimos anos e dá visibilidade para artistas novos.

É importante freezar que a Virada Cultural foi inspirada num evento francês chamado "Nuit Blanche" cujo objetivo era levar os cidadãos parisienses a redescobrirem a sua cidade. E para isso acontecer, o evento ocorre nas ruas! Portanto a identidade da Virada está intimamente ligada ao objetivo de ocupar as ruas e mais especificamente o Centro Histórico de São Paulo e nenhum governante deveria atentar contra esse fato. Queremos que a Virada seja tombada para que nenhum político possa fazer o que o Doria está pretendendo.

Segundo a Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, “Entende-se por “patrimônio cultural imaterial” as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana."

O “patrimônio cultural imaterial”, conforme definido na parágrafo primeiro da convenção, se manifesta em particular nos seguintes campos:

a) tradições e expressões orais, incluindo o idioma como veículo do patrimônio cultural imaterial; b) expressões artísticas; c) práticas sociais, rituais e atos festivos; d) conhecimentos e práticas relacionados à natureza e ao universo; e) técnicas artesanais tradicionais.

Por fim,  "entende-se por “salvaguarda” as medidas que visam garantir a viabilidade do patrimônio cultural imaterial, tais como a identificação, a documentação, a investigação, a preservação, a proteção, a promoção, a valorização, a transmissão – essencialmente por meio da educação formal e não-formal - e revitalização deste patrimônio em seus diversos aspectos."


A Virada Cultural é nosso patrimônio e deve ser reconhecida como tal pelo Conpresp!








                          


POR QUE A MINHA SAMPA ABRAÇOU ESSA MOBILIZAÇÃO?

A Minha Sampa acredita que a Virada Cultural é um marco da identidade de nossa cidade e uma conquista dos cidadãos paulistanos que foram estimulados a (re)ocupar as ruas do centro antigo e seus equipamentos de cultura. O evento se transformou em prática sociocultural a ser preservada pelo tombamento e possui características históricas, culturais e políticas, bem como especificidades da cidade, entre elas o fato de se concentrar no centro velho. Foi assim que conseguimos, em 2015, o tombamento do Teatro Independente de São Paulo, também como patrimônio cultural imaterial, preservando mais de 22 cias de teatro de rua.

A questão da segurança pública durante o evento, certamente precisa ser discutida, planejada e aprimorada. Ajustes para evitar o crescimento de furtos e roubos podem ser feitos. O diálogo entre a Prefeitura e cúpula da PM no ano passado, por exemplo, já apresentou uma queda grande em ocorrências. Levar a Virada para longe do centro não é solução pra nada. Pior, significa acabar com a Virada como ela foi concebida.

O próprio Estadão afirmou que, caso cumpra sua promessa, Doria poderá ser “lembrado como o prefeito que acabou com o espírito democrático da Virada ao tentar higienizá-la dentro de um autódromo”. Não podemos aceitar que uma decisão arbitrária do novo prefeito nos tire algo que é tão valioso: o nosso direito à cidade.